Comentário sobre os capítulos 7, 8 e 9 de "Filosofia da caixa preta"
Nos três últimos capítulos do livro "Filosofia da caixa preta", Flusser discute, como a fotografia é recebida no mundo, o impacta e como isso deve ser repensado. A priori, o autor compara a linguagem imagética à linguagem textual, indicando que uma "alfabetização fotográfica" deveria acontecer, já que, normalmente, o fotógrafo não entende o processo, apenas é conduzido por ele de forma automática, sem fazer uma crítica do trabalho sendo produzido. Complementarmente, aponta que tais fotos, além de automatizadas, ou seja, sem um senso crítico, são ainda espalhadas e produzidas em massa, sendo substituídas a todo momento, as tornando, por vezes, informativas, sem nenhum aprofundamento. Desta forma, não só o fotógrafo, mas também o espectador, se torna cada vez mais passivo. Contudo, Flusser propõe uma solução para a problemática: a criação de uma filosofia da fotografia, que seria responsável por entender criticamente o papel das fotografias e seus meios de produção na sociedade. Desta forma, tanto o fotógrafo quanto o espectador (a sociedade como um todo), deixariam de ser passivos nos processos da criação e recepção das imagens, quebrando com a automatização do mundo e passando a ter uma visão mais crítica e menos alienada. Assim, Flusser concluí as ideias de todo o seu texto, deixando evidente que a sociedade atual, em que pessoas são governadas pelas máquinas, essas sendo suas próprias criações, sem domínio dos processos ou análise de forma crítica das imagens, precisa de uma intervenção, feita através da filosofia e do pensamento crítico, para deixarem de ser passivas e alienadas, criando uma sociedade mais crítica e não dominada.

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