Comentário sobre os capítulos 1, 2 e 3 de "Filosofia da caixa preta"
Nos três primeiros capítulos do livro "Filosofia da caixa preta", Flusser discute, principalmente, a relação homem-máquina, usando a relação máquina-fotógrafo como base para sua discussão. Inicialmente, ele apresenta os conceitos de imagem tradicional e técnica. Na primeira, o homem, enquanto espectador, fazia registros da sociedade, carregados de interpretação e subjetividade, já na segunda, o homem passa a ser passivo no processo, uma vez que não o domina, é dominado por ele, criando apenas registros objetivos. Esse processo, utilizado nas imagens técnicas, se dá pelo funcionamento dos aparatos tecnológicos, que atuam como uma “caixa preta”, na qual, o fotógrafo, apesar de dominar o input e o output, ou seja, ser capaz de manejar a máquina para que ela produza fotografias, não domina o funcionamento interno do aparelho. Tal inovação (imagem técnica), tem sido responsável por alterar a percepção e comportamento da sociedade, de maneira quase imperceptível, influenciando tanto relações sociais básicas, quanto a política. Discussão essa, muito pertinente aos dias atuais, em que, o homem, dessa vez alienado aos seus celulares, têm se tornado cada vez mais alienado e suscetível a tal manipulação.

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